Setor impulsionado por IA e nuvem posiciona país como líder regional em infraestrutura digital
O mercado brasileiro de data centers deve movimentar aproximadamente US$ 3 trilhões até 2029, segundo projeção da agência de classificação de risco Moody’s. O crescimento é impulsionado pela expansão acelerada da inteligência artificial, computação em nuvem e serviços digitais.
O Brasil ocupa atualmente a 12ª posição no ranking mundial de data centers e lidera a América Latina, concentrando metade da infraestrutura instalada na região. Com cerca de 200 empreendimentos em operação, o país espera receber investimentos entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões nos próximos anos.
Os data centers são instalações que armazenam, processam e distribuem dados digitais, sustentando plataformas de streaming, sistemas bancários, redes sociais, serviços públicos e aplicações de inteligência artificial. A crescente demanda por esses serviços tem elevado a necessidade de infraestrutura robusta, segura e energeticamente eficiente.
De acordo com o Ministério das Comunicações, o desempenho brasileiro no setor se deve a vantagens estratégicas como oferta abundante de energia renovável, disponibilidade de recursos hídricos para resfriamento de equipamentos e posição privilegiada nas rotas de cabos submarinos que conectam o tráfego internacional de dados.
O governo federal desenvolve a Política Nacional de Data Centers, vinculada ao programa Nova Indústria Brasil, com objetivo de oferecer segurança jurídica aos investidores, estimular eficiência energética, formar mão de obra especializada e integrar os data centers às cadeias produtivas nacionais.
Também foi criado o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center), que destina R$ 5,2 bilhões no Orçamento de 2026 para incentivar novos empreendimentos, priorizando regiões menos atendidas pela infraestrutura digital.
A expectativa do governo é que a expansão do setor contribua para geração de empregos qualificados, avanço tecnológico e fortalecimento da posição brasileira na economia digital global.
Fonte: Poder360



