A Motorola apresentou recentemente um pingente equipado com IA capaz de resumir reuniões, traduzir idiomas e identificar pessoas ao redor do usuário em tempo real. O produto, ainda sem nome oficial, é conhecido internamente como Projeto Maxwell e representa a entrada da empresa no disputado mercado de wearables inteligentes.
O acessório tem o formato compacto de um pingente de colar e conta com uma câmera integrada para capturar o ambiente ao redor. Para preservar a bateria, o dispositivo funciona sob demanda: é ativado apenas quando o usuário toca em sua superfície sensível. As respostas de áudio são entregues pelo fone de ouvido ou pela caixa de som pareada ao aparelho.
Entre as funcionalidades previstas estão a identificação de pessoas à frente do usuário, a tradução de textos em outros idiomas e o resumo automático de conversas importantes, tudo sem a necessidade de interagir manualmente com outros dispositivos.
Segundo Adriano Ponte, especialista em tecnologia do Canaltech, o acessório foi projetado para funcionar de forma integrada com smartphones, smartwatches e óculos inteligentes, garantindo continuidade nas interações entre os aparelhos.
A Motorola não está sozinha nessa aposta. Apple e Samsung também devem lançar dispositivos similares em breve. A tendência de vestíveis com inteligência artificial ganhou força a partir de 2023, e agora atrai até a OpenAI, criadora do ChatGPT, que contratou Jony Ive, ex-designer da Apple, para desenvolver um produto nessa linha. O movimento indica que as grandes empresas de tecnologia apostam cada vez mais em expandir a IA para além dos smartphones, integrando-a de forma natural ao cotidiano dos usuários.
Fonte: cnnbrasil.com.br



