Um hacker identificado pelo codinome “FlamingChina” alega ter invadido o Centro Nacional de Supercomputação (NSCC) de Tianjin, uma das mais importantes infraestruturas tecnológicas da China, e roubado mais de 10 petabytes de informações altamente sensíveis. O caso, reportado originalmente pela CNN, pode representar o maior vazamento de dados da história do país.
As amostras divulgadas pelo hacker incluem documentos classificados como “secretos” em chinês, arquivos técnicos, simulações animadas e representações de equipamentos militares, como bombas e mísseis. Especialistas em cibersegurança que analisaram o material afirmam que as amostras parecem autênticas.
Quanto ao método de invasão, o invasor afirmou ter obtido acesso ao sistema por meio de um domínio VPN comprometido e, uma vez dentro, implementou uma botnet, uma rede de programas automatizados, capaz de extrair, baixar e armazenar os dados. A extração de 10 petabytes levou aproximadamente seis meses.
Os especialistas em cibersegurança apontam que o grupo está oferecendo uma prévia limitada dos dados por milhares de dólares, com o acesso completo custando centenas de milhares de dólares, com pagamento solicitado em criptomoeda.
Para analistas do setor, o episódio evidencia uma fragilidade estrutural. A alegada violação aponta para uma vulnerabilidade potencialmente mais profunda na infraestrutura tecnológica da China, que compete com os Estados Unidos para se tornar líder mundial em inovação e inteligência artificial. Dakota Cary, consultor da empresa de cibersegurança SentinelOne especializado no mercado chinês, ressaltou que a abordagem do invasor dependeu menos de sofisticação técnica e mais de uma falha arquitetural no sistema de segurança do centro.



