Um projeto pioneiro de telemedicina com tecnologia 5G concluiu sua primeira fase de testes no Brasil com resultados expressivos: mais de 900 exames foram realizados à distância entre pacientes de uma cidade rural do Piauí e médicos em São Paulo, e em 70% dos casos, os pacientes não precisaram se deslocar para outros municípios em busca de diagnóstico.
A iniciativa, denominada OpenCare 5G, conecta pacientes de Miguel Alves (PI) a especialistas em São Paulo por meio de uma rede 5G exclusiva e de alta velocidade, capaz de transmitir exames complexos em tempo real, sem interrupções. O objetivo é levar atendimento médico de qualidade a regiões onde o acesso ainda é limitado.
O projeto conta com investimento de R$ 7,3 milhões do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), gerido pelo Ministério das Comunicações, e reúne parceiros como o CPQD, a BP, o Hospital das Clínicas da USP (InovaHC) e a Samsung.
Do ponto de vista tecnológico, o piloto utilizou o Open RAN, uma arquitetura de rede que permite maior eficiência e flexibilidade nas redes móveis, possibilitando que médicos acompanhassem exames ao vivo e orientassem profissionais de saúde à distância.
Na primeira fase, foram realizados exames cardiológicos, ginecológicos e ultrassonografias em gestantes, com transmissão de imagens em tempo real para análise remota por especialistas. Para assegurar a qualidade do serviço, os profissionais envolvidos passaram por capacitações específicas, incluindo treinamentos intensivos para a condução dos procedimentos.



