O Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, vem adotando uma abordagem baseada em dados e evidências científicas para combater um dos maiores desafios da medicina moderna: as infecções hospitalares. A ferramenta central dessa estratégia é o luminômetro, dispositivo capaz de detectar a presença de matéria orgânica em superfícies, e que está mudando a forma como a higiene é avaliada dentro da unidade.
O equipamento funciona a partir da identificação da molécula de ATP (adenosina trifosfato), presente em todos os organismos vivos, incluindo bactérias, fungos, vírus e resíduos biológicos. O processo é simples e rápido: um profissional de saúde coleta amostras de pisos, paredes e equipamentos, como monitores de sinais vitais, com um swab descartável. A haste é então inserida em um tubo reagente e acoplada ao luminômetro, que, em poucos segundos, entrega uma leitura quantitativa indicando o nível de sujidade residual da superfície analisada.
A iniciativa do HRPT ilustra como a incorporação de tecnologia de medição e análise em hospitais públicos pode elevar padrões de qualidade assistencial mesmo em regiões historicamente distantes dos grandes centros de inovação em saúde. No caso amazônico, a luz do luminômetro ilumina o que os olhos não conseguem ver, e protege quem mais precisa de cuidado.
Fonte: Agência Pará – Assessoria de Comunicação do HRPT



