Empresa se reuniu com empresários de tecnologia do Pará para detalhar o BEL 1, iniciativa que prevê a instalação de infraestrutura de dados voltada à inteligência artificial na capital paraense.
O que aconteceu
Empresários e associações do setor de tecnologia do Pará participaram, na última quinta-feira, dia 23 de julho de 2026, de uma reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), em Belém. O encontro, realizado às 10h, teve como objetivo apresentar o projeto BEL 1, que prevê a implantação de um data center voltado a operações de inteligência artificial na capital paraense.
A reunião foi organizada por Marcelo Sá, Vice-Presidente da ParaTIC (Associação das Empresas Paraenses de Software e Tecnologia da Informação e Comunicação) com apoio da FIEPA.
Quem participou
Pela Elea Data Center, estiveram presentes Thiago Pongelupe, Diretor de Vendas Técnicas da empresa, e Thais Marçal, que ocupa o cargo de Diretora de Relações Institucionais na organização. Os dois representantes foram os responsáveis por apresentar os detalhes do projeto aos empresários locais.

Como está estruturado o projeto BEL 1
Durante o encontro, Thiago Pongelupe detalhou as duas etapas previstas para a implantação do data center, além de indicar o local exato onde a estrutura será instalada em Belém. Um data center é uma infraestrutura física composta por servidores e sistemas de armazenamento que processam e hospedam grandes volumes de dados — no caso do BEL 1, voltados especificamente ao suporte de aplicações de inteligência artificial, que demandam alta capacidade de processamento computacional.
A reunião de 23 de julho marcou o início de uma série de encontros que a Elea Data Center pretende realizar com o mercado paraense. Segundo os organizadores, os próximos diálogos abordarão tanto as oportunidades quanto os desafios que a chegada dessa infraestrutura pode representar para a região.

Por que isso é importante para o mercado paraense
A instalação de um data center de IA em Belém representa um movimento relevante para o ecossistema de tecnologia do Pará. Estruturas desse tipo costumam atrair investimentos, gerar demanda por profissionais especializados e criar condições para que empresas locais desenvolvem soluções que dependem de processamento de dados em larga escala, como projetos de automação, análise preditiva e aplicações baseadas em aprendizado de máquina.
Para associações como a ParaTIC e SUCESU PA, iniciativas como essa também abrem espaço para discussões sobre como o setor local pode se posicionar diante da chegada de grandes players de infraestrutura tecnológica, avaliando tanto os benefícios econômicos quanto os pontos de atenção logísticos, energéticos e regulatórios que costumam acompanhar esse tipo de empreendimento.
Próximos passos
De acordo com o que foi informado durante o encontro, a reunião de julho é apenas a primeira de uma sequência de conversas entre a Elea Data Center e o mercado de tecnologia paraense. Os próximos encontros devem aprofundar os pontos técnicos do projeto BEL 1 e discutir de forma mais ampla como empresas e profissionais da região podem se relacionar com a nova infraestrutura.



