InícioDestaquesHackathons gratuitos levam inovação e IA a cinco Cidades do Pará

Hackathons gratuitos levam inovação e IA a cinco Cidades do Pará

O Pará recebe, entre outubro e dezembro de 2026, uma série de hackathons gratuitos voltados à criação de soluções tecnológicas para problemas locais. As Maratonas de Inovação, iniciativa ligada ao programa startUP Pará, passarão por cinco municípios do estado e terão desafios organizados em três eixos: bioeconomia e sustentabilidade, cidades inteligentes e tecnologia com inteligência artificial.

A proposta combina o formato intensivo de um hackathon, evento em que equipes desenvolvem ideias e protótipos em poucas horas, com uma etapa posterior de incubação. Nessa fase, os projetos mais promissores recebem apoio financeiro e acompanhamento técnico para se transformarem em negócios.

Calendário e cidades

A primeira etapa acontece em Belém, no sábado, 17 de outubro. Em seguida, a maratona segue para Barcarena (24 de outubro), Bragança (7 de novembro), Igarapé-Miri (28 de novembro) e Capanema (5 de dezembro). Todas as edições são realizadas aos sábados.

Cada maratona dura um único dia, com início às 9h e término previsto para 18h30, podendo se estender se necessário. Quem concluir a atividade recebe certificado de participação de 9 horas.

A iniciativa reúne o Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), o startUP Pará, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet) e o Governo do Estado do Pará.

Três trilhas temáticas

Os desafios estão distribuídos em três eixos, alinhados a demandas da economia amazônica e a tendências do mercado de tecnologia:

Bioeconomia, Biotecnologia e Sustentabilidade: voltado a cadeias produtivas sustentáveis, ao uso responsável da biodiversidade e a modelos de negócio baseados em ativos da floresta.

Cidades Inteligentes: reúne propostas para mobilidade urbana, serviços públicos digitais, participação cidadã, eficiência energética, gestão de resíduos e segurança.

Tecnologia e IA: foca em soluções digitais escaláveis, automação de processos, ciência de dados e aplicações de inteligência artificial em áreas como educação, saúde, gestão urbana e a própria bioeconomia.

Quem pode participar

A participação é gratuita e aberta a estudantes do ensino médio e do ensino superior, profissionais já formados, empreendedores, pesquisadores e membros das comunidades locais. Segundo o regulamento, não é exigida experiência prévia em tecnologia ou empreendedorismo, já que o evento também funciona como espaço de aprendizado.

As inscrições podem ser feitas individualmente ou com equipe já formada, exclusivamente pelo site oficial. Os times devem ter entre três e cinco integrantes, e a organização recomenda grupos multidisciplinares, com perfis de tecnologia, negócios, design, comunicação e sustentabilidade. As vagas são limitadas.

Levar notebook não é obrigatório, mas é recomendado. Celulares, tablets e material de papelaria também são permitidos.

Como as ideias serão avaliadas

As propostas serão analisadas por uma banca de especialistas com base em três critérios principais:

Viabilidade: capacidade técnica de execução, clareza do modelo de negócio e potencial de crescimento.

ESG e ODS: impacto ambiental, social e de governança, considerando o alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Pitch: clareza, originalidade e capacidade de comunicar o valor da solução em pouco tempo. O pitch é uma apresentação curta, comum no universo das startups, usada para convencer investidores e parceiros.

Aspectos como inovação, impacto regional e escalabilidade, ou seja, a capacidade de a solução crescer sem aumento proporcional de custos, também podem ser considerados.

Ao final das cinco maratonas, até 24 ideias serão selecionadas para uma fase de incubação com duração de três meses. Cada projeto recebe bolsa com valor inicial de R$ 2.600, que deve ser aplicada exclusivamente no desenvolvimento da solução, em itens como materiais, serviços especializados, softwares, deslocamentos, prototipagem e testes com potenciais clientes.

Durante a incubação, as equipes terão mentorias em modelo de negócio, validação de mercado, tecnologia, impacto socioambiental e captação de investimentos. Também estão previstas capacitações em design thinking, prototipagem, gestão de projetos, metodologias ágeis e treinamento de pitch.

A meta é que cada time entregue um MVP (Produto Mínimo Viável), versão inicial e funcional de um produto, capaz de demonstrar seu potencial de aplicação. Ao final, as equipes apresentam os resultados em um segundo pitch para banca e convidados, além de prestar contas sobre o uso dos recursos. O objetivo declarado do programa é levar as soluções até o primeiro cliente.

Interiorização da inovação

Ao incluir municípios como Barcarena, Bragança, Igarapé-Miri e Capanema, o programa amplia o acesso a atividades de inovação para além da capital, que historicamente concentra a maior parte das iniciativas do ecossistema paraense.

Entre os objetivos listados no regulamento estão fomentar o empreendedorismo tecnológico e a transformação digital, aproximar academia, setor público, iniciativa privada e sociedade civil, e apoiar negócios capazes de atrair investimentos e gerar empregos qualificados na Amazônia.

Para o mercado de tecnologia local, iniciativas desse tipo funcionam como porta de entrada para novos talentos e podem alimentar o pipeline de startups do estado, especialmente em áreas onde a região tem vantagens competitivas, como a bioeconomia.

Inscrição em: https://maratonas.pctguama.org.br/

Ana Clarisse
Ana Clarissehttp://tipara.com.br
Profissional especializada em fotografia, produção audiovisual e criação de conteúdo para redes sociais. Apaixonada por contar histórias através de imagens e vídeos, transformo ideias em conteúdos criativos, estratégicos e que geram conexão. Experiência em fotografia profissional, filmmaking, edição de vídeos, planejamento de conteúdo e gestão de projetos criativos.
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