Foto: Divulgação / Diário do Pará
Projeto prevê centro de convenções, polo de saúde, incubadora de startups e novo bairro integrado à infraestrutura aeroportuária
Belém implementa um projeto inédito que transforma o Aeroporto Internacional de Val-de-Cans em um polo estratégico de inovação e desenvolvimento regional. A iniciativa prevê a criação de um distrito de inovação na chamada poligonal do aeroporto, integrando novos equipamentos urbanos ao tecido da capital paraense e estabelecendo o terminal como motor de crescimento econômico sustentável para a região.
O masterplan foi desenvolvido após a concessão do aeroporto à NOA Norte da Amazônia Airports, iniciada em setembro de 2023, com consultoria da Systemiq em parceria com a Aretian Urban Analytics & Design. O projeto utiliza ciência de cidades e análises avançadas para orientar investimentos catalíticos, organizando o uso estratégico das áreas aeroportuárias e ampliando o impacto econômico da concessão.
A proposta divide o território em cinco grandes áreas de intervenção. O Terminal Novo, adjacente ao terminal de aviação executiva, abrigará empreendimentos de varejo como atacarejos e espaços para empresas inovadoras dos setores de mineração, recursos minerais, mobiliário e madeira. No Entorno do Terminal, além do Hotel Transamérica Executive já operacional, estão previstos um centro de convenções, um Centro de Inovação Espacial e uma incubadora de startups.
O Mirante Val-de-Cans terá vocação direcionada à saúde, concentrando empreendimentos de pesquisa, desenvolvimento e serviços médicos, incluindo um hub de pesquisas médicas e farmacêuticas ancorado por uma clínica de referência. O Centro de Logística ocupará cerca de 400 mil metros quadrados com conexão interna ao aeroporto e acesso facilitado à BR-316, consolidando-se como polo logístico, industrial e de inovação focado em alta tecnologia, manufatura avançada e apoio ao agronegócio.
A quinta área contempla um Novo Bairro ao sul da avenida Padre Bruno Sechi, com 330 mil metros quadrados destinados a comércios, serviços e inovação. Entre os empreendimentos previstos estão home center, escritórios, hospital de pesquisa, oportunidades de varejo e um parque urbano de 200 mil metros quadrados que funcionará como espaço de lazer e convivência para a população.
Segundo a sócia-presidente da Systemiq, Patricia Ellen, o objetivo é transformar o aeroporto em um catalisador de desenvolvimento sustentável capaz de atrair investimentos, gerar oportunidades e promover crescimento inclusivo e regenerativo para Belém e toda a Amazônia. A estratégia está baseada em três pilares: planejamento urbano integrado, especialização inteligente com foco em setores como bioeconomia e tecnologia da informação, e promoção da economia do conhecimento.
O projeto busca fortalecer setores tradicionais como logística e agroindústria enquanto impulsiona atividades emergentes de base tecnológica. De acordo com o diretor Financeiro e Comercial da NOA Airports, Artur Thiago Costa, a incorporação de diagnósticos urbano-econômicos e de sustentabilidade permite estruturar um pipeline de projetos integrados com rigor técnico e foco em inovação.
Segundo Daniela Rebouças, diretora da Systemiq que liderou o projeto, o masterplan nasce como legado da COP 30 e deve gerar aproximadamente 16 mil novos empregos diretos e indiretos, além de atrair cerca de R$ 1,5 bilhão em investimentos. A iniciativa pretende acelerar negócios verdes, integrar universidades, empresas e comunidades, e posicionar Belém no mapa global da inovação.
O diretor-presidente da concessionária, Marco Antônio Migliorini, destaca que a empresa já concluiu a ampliação e modernização do terminal de passageiros. Com o masterplan, a concessionária avança para além da infraestrutura aeroportuária, identificando potencialidades de negócios no entorno e promovendo a integração do aeroporto à cidade com uso ordenado das áreas e estímulo ao desenvolvimento sustentável da capital paraense.
Fonte: Diário do Pará



