quarta-feira, 18 de março de 2026
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Belém impulsiona 5G enquanto interior do Pará segue dependendo do 4G

No Pará, a adoção da tecnologia de quinta geração (5G) apresenta diferenças claras entre a capital e o interior do estado. Em Belém, a expansão da rede 5G tem avançado de forma significativa, chegando a representar cerca de 29% dos acessos móveis, acima da média brasileira, impulsionada por investimentos ligados à preparação para a COP 30 e reforço da infraestrutura com dezenas de novos pontos de antenas no padrão 5G Standalone (SA), que promete maior velocidade e capacidade de conexão. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também revelam um crescimento expressivo de dispositivos conectados à Internet das Coisas (IoT) na região.

Apesar disso, desafios persistem mesmo na capital, sobretudo em serviços que exigem baixa latência e alta estabilidade, como telemedicina e operações com drones profissionais. Nesses casos, muitos operadores ainda recorrem a conexões cabeadas dedicadas para garantir qualidade e confiabilidade de transmissão.

No interior paraense, especialmente em áreas rurais como Ulianópolis, a realidade é diferente. O agronegócio e outras atividades econômicas ainda se apoiam majoritariamente em redes 4G, fibra óptica e satélite, diante dos custos elevados e da necessidade de maior densidade de antenas para viabilizar o 5G em regiões extensas. Empresas do setor investem em infraestrutura própria e parcerias com operadoras para manter cobertura e desempenho satisfatórios, priorizando a autonomia e a produtividade no campo.

O cenário reflete um momento de transição tecnológica no estado: o 5G avança onde há concentração urbana e demanda por aplicações conectadas, enquanto no interior a conectividade ainda combina soluções tecnológicas diversas para superar limitações de cobertura.

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