domingo, 1 de fevereiro de 2026
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Belém se consolida como centro de defesa cibernética para a COP 30 com Exercício Guardião Cibernético 7.0

Capital paraense sediou em setembro o maior exercício de cibersegurança do país em preparação para a COP 30

Belém assumiu papel estratégico na segurança digital do Brasil ao sediar um dos centros operacionais do Exercício Guardião Cibernético 7.0, realizado entre 15 e 19 de setembro. A operação, conduzida pelo Ministério da Defesa sob coordenação do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), representou o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul e teve como objetivo preparar a infraestrutura tecnológica que deu suporte à 30ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima.

O Exercício Guardião Cibernético utilizou simulações construtivas e virtuais para testar a capacidade de resposta do país a incidentes cibernéticos, promovendo colaboração entre Forças Armadas, órgãos governamentais, setor privado e academia. Em sua sétima edição, o treinamento reuniu 169 organizações e mais de 750 participantes, consolidando o Brasil como referência internacional em ciberdefesa.

A escolha de Belém para sediar um hub operacional, com atividades concentradas no Quartel-General Integrado, não foi casual. Eventos de magnitude global como a COP 30 atraem não apenas delegados e líderes mundiais, mas também atenção de agentes maliciosos no ciberespaço, que podem realizar desde tentativas de interrupção de serviços essenciais até espionagem e roubo de dados sensíveis.

A operação do hub belenense no EGC 7.0 envolveu 16 organizações e 41 especialistas focados na infraestrutura crítica local. Os resultados incluíram capacitação de equipes para resposta em tempo real, validação de planos de contingência para serviços essenciais como energia, água e telecomunicações, além do mapeamento e correção de vulnerabilidades específicas na infraestrutura que apoiou a conferência climática.

O exercício também fortaleceu a integração entre centros de decisão das organizações participantes, criando protocolos de resposta coordenada essenciais em situações de crise. A iniciativa esteve alinhada à Estratégia Nacional de Cibersegurança, instituída pelo Decreto nº 12.573, especialmente no eixo de segurança e resiliência de serviços essenciais e infraestruturas críticas.

Além da preparação para a COP 30, o treinamento deixou um legado permanente para a região amazônica. A capacitação de especialistas e o fortalecimento da infraestrutura digital criaram fundações para proteção de futuros projetos estratégicos na Amazônia, incluindo iniciativas de bioeconomia e recursos naturais. A expertise desenvolvida também se mostrou aplicável à proteção de projetos sensíveis como a exploração energética na Margem Equatorial.

Com a realização bem-sucedida da COP 30 em novembro, Belém demonstrou que a defesa de eventos globais exige preparação que vai além da segurança física, consolidando-se como um centro de excelência em proteção cibernética no norte do país. O Guardião Cibernético 7.0 representou uma mudança de paradigma no papel das Forças Armadas brasileiras, que avançaram do domínio físico para o informacional, preparadas para defender interesses nacionais também no ciberespaço.

Fonte: DefesaNet

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