País concentra 80% dos investimentos em tecnologia educacional na América Latina e movimenta US$ 620 milhões no setor
O Brasil se consolida como principal polo de inovação educacional da América Latina. Segundo o EdTech Report 2024 da plataforma Distrito, o país reúne 905 startups dedicadas à educação e captou aproximadamente 80% dos investimentos regionais entre 2019 e 2023, totalizando cerca de US$ 620 milhões.
Após o período de retração conhecido como “inverno das startups” em 2022 e 2023, quando juros elevados e menor apetite por investimentos de risco impactaram o ecossistema global, o setor educacional demonstra recuperação consistente. As Edtechs brasileiras destacam-se não apenas pelo volume de recursos, mas pelo potencial de transformar realidades educacionais em escala.
Quatro frentes de oportunidade
O relatório da Distrito identifica eixos estratégicos para expansão das edtechs. A recuperação da qualidade do ensino pós-pandemia encabeça as prioridades: dados do Banco Mundial indicam que mais de 70% dos estudantes do ensino fundamental apresentam defasagem em leitura, criando demanda por tecnologias de diagnóstico e personalização pedagógica.
A digitalização da rede pública representa outro campo promissor. Apenas 53% das escolas públicas brasileiras contavam com conexão adequada à internet em 2023, segundo Unesco e Cetic.br sinalizando necessidade urgente de infraestrutura e gestão moderna.
A internacionalização das soluções brasileiras também ganha força, com o mercado latino-americano movimentando US$ 1,5 bilhão nos últimos cinco anos. Empresas nacionais já expandem operações para México e Argentina. Além disso, o financiamento público recebe impulso de iniciativas como o programa de US$ 400 milhões do BID para digitalização educacional na região.
Exemplos práticos dessa transformação incluem plataformas que integram gestão, comunicação e aprendizagem em ambiente único. A startup Layers, presente em mais de 9 mil instituições e alcançando 3,5 milhões de estudantes, exemplifica a maturidade do setor. Para especialistas, o momento exige equilíbrio entre escala tecnológica e impacto pedagógico real, conectando inclusão digital a resultados concretos na sala de aula.
Fonte: Revista TI




“Ótimo artigo sobre o crescimento das edtechs no Brasil! Fiquei especialmente interessado na parte que menciona a necessidade de melhorar a infraestrutura digital nas escolas públicas. Vocês sabem se existem iniciativas de marketing digital especializadas em ajudar edtechs a alcançar instituições de ensino? Recentemente vi um case interessante da Collaba Digital (https://collaba.digital/) que trabalha com estratégias para esse segmento. Alguém aqui já teve experiência com agências que auxiliam na divulgação de soluções educacionais?”