Iniciativa do Cubo ESG e Itaú promoveu cinco dias de imersão em tecnologias verdes, bioeconomia e soluções digitais para a transição climática
A Casa Cubo na COP 30 consolidou-se como um importante hub de conexão entre o ecossistema de inovação da Amazônia e executivos de grandes corporações. Realizada entre os dias 12 e 16 de novembro em Belém, a iniciativa powered by Cubo ESG e Itaú reuniu lideranças empresariais, startups e especialistas para debater soluções tecnológicas em áreas estratégicas como tecnologias verdes, rastreabilidade, governança e construção sustentável.
O espaço funcionou como uma plataforma estratégica para fortalecer parcerias e impulsionar tecnologias tropicalizadas – aquelas desenvolvidas ou adaptadas ao contexto brasileiro. Durante cinco dias intensos de programação, a Casa Cubo sediou painéis, workshops e experiências imersivas focadas no potencial de inovação e impacto socioambiental da região amazônica.
A programação abordou temas de fronteira da tecnologia aplicada à sustentabilidade. No dia de abertura, destaque para o painel sobre bioeconomia do conhecimento, que apresentou estudo desenvolvido com apoio técnico da Systemiq e Emerge sobre como transformar a biodiversidade brasileira em desenvolvimento econômico através de cinco setores estratégicos. O lançamento do Relatório NTT DATA & MIT sobre Green IT também marcou as discussões iniciais.
Nos dias seguintes, a agenda intensificou o foco em aplicações práticas. Cases e soluções em tecnologias verdes, rastreabilidade e carbono foram apresentados por empresas como Grupo Boticário, Electrolux e Green Mining, além de startups como Vankka, Zero Carbon e Mangue Tech. O debate sobre o papel dos biocombustíveis e do nióbio na transição climática trouxe perspectivas sobre recursos estratégicos brasileiros para a descarbonização.
A tecnologia como ferramenta de transformação permeou discussões sobre diferentes setores. Painéis dedicados à construção sustentável, com participação da Saint Gobain e do Instituto AmazôniaTEC, exploraram inovações em materiais e processos construtivos. A descarbonização no agronegócio reuniu gigantes como CNH, Citrosuco e Acelen para discutir como soluções digitais podem otimizar práticas agrícolas e reduzir emissões.
Um dos momentos de maior relevância tecnológica foi o painel “Inovação Climática no Sul Global: Uma visão integrada entre IA e Climatechs”, promovido pela Climate Collective Foundation e pelo Fórum Brasileiro de Climatechs. O evento explorou como a inteligência artificial está acelerando a ação climática e promovendo colaboração entre investidores, setor privado e formuladores de políticas públicas.
A programação também valorizou soluções baseadas na natureza com suporte tecnológico. Discussões sobre mineração consciente apresentaram ferramentas emergentes para práticas mais sustentáveis ao longo da cadeia de valor de minerais críticos. O tema de rastreabilidade e governança de cadeias produtivas ganhou destaque em roundtable do CEBDS, reunindo empresas como Syngenta, Itaú-BBA, Marfrig e Siemens.
A juventude teve espaço especial com a iniciativa “Jovens líderes pelo clima powered by Youth Cop”, que reuniu universidades brasileiras e internacionais para debater diplomacia climática e governança local. A formação de novas lideranças com domínio de tecnologias sustentáveis foi apontada como estratégica para a implementação de agendas climáticas.
A Casa Cubo também promoveu discussões sobre compras corporativas de impacto, demonstrando como tecnologias de rastreabilidade e certificação podem priorizar clima e sociobiodiversidade nas cadeias de suprimentos. A iniciativa Coalizão Ecoa apresentou cases práticos de como ferramentas digitais estão transformando a forma como empresas selecionam fornecedores e monitoram impactos socioambientais.
Com uma programação que integrou mais de 30 painéis e workshops, a Casa Cubo reforçou seu compromisso com o desenvolvimento e a visibilidade de tecnologias que emergem do Brasil. A iniciativa buscou posicionar o país como referência em soluções tecnológicas para sustentabilidade, aproveitando o contexto da COP 30 para amplificar conexões estratégicas e oportunidades de negócios de alto impacto para a transição sustentável e o futuro da Amazônia.
Fonte: Cubo ESG



