Foto: Marcos Santos
Governador Helder Barbalho detalha projeto ambicioso que visa transformar a biodiversidade amazônica em motor global de inovação tecnológica e bioeconomia, com potencial de movimentar trilhões de dólares
A Amazônia busca reposicionar-se como um epicentro de soluções climáticas e tecnológicas. Durante uma palestra no TEDx Amazônia, o Governador do Pará, Helder Barbalho, apresentou o projeto “Vale Bioamazônico de Tecnologia”, uma estratégia audaciosa para criar uma nova frente econômica no estado baseada na ciência e na sustentabilidade.
O projeto se inspira na lógica de sucesso do Vale do Silício, nos Estados Unidos, mas com um diferencial fundamental: a matéria-prima é a própria floresta. O objetivo é integrar ciência, biotecnologia e inteligência artificial para agregar valor aos recursos naturais, gerando riqueza local sem comprometer a preservação ambiental.
A Estratégia da Bioeconomia
Helder Barbalho destacou que a Amazônia deve ser vista não apenas como um patrimônio a ser conservado, mas como o “maior banco vivo de inovação do planeta”. A estratégia do Vale Bioamazônico visa incentivar a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico para criar cadeias produtivas sustentáveis.
A aposta no novo modelo econômico é justificada por dados globais: a bioeconomia tem potencial para movimentar US$ 3,8 trilhões no mundo até 2030. O Pará está investindo na estruturação de um ecossistema integrado, com a implementação de espaços dedicados à pesquisa científica, formação de profissionais e articulação entre governo, universidades e o setor privado, como o Parque de Bioeconomia da Amazônia, que, segundo o governo, já é uma realidade em construção.
O lançamento oficial e detalhado do projeto ganhou destaque em eventos de projeção internacional, como a Semana do Clima de Nova Iorque e a COP30, realizada em Belém, reforçando o protagonismo da Amazônia no debate sobre um novo ciclo de desenvolvimento global.
Fonte: Agência Pará



