Em entrevista ao programa Argumento, o CEO da Elea Data Centers apresentou os detalhes técnicos e estratégicos do Belém 1 (BEL1), o primeiro data center da região Amazônica, que será instalado no bairro do Tapanã, em área onde antes funcionava a usina termelétrica e o centro tecnológico da Eletronorte.
O projeto representa um investimento de R$ 250 milhões em recursos próprios e será o 10º centro de dados da Elea no Brasil. A escolha por Belém busca descentralizar a infraestrutura computacional nacional — hoje concentrada em cerca de 80% em São Paulo — reduzindo a latência e o custo do tráfego digital para órgãos públicos, provedores e serviços da região Norte.
O executivo também esclareceu dúvidas levantadas durante o licenciamento: o resfriamento será feito por circuito fechado a ar, sem uso de água do Rio Pará ou da Baía do Guajará, e os geradores a óleo funcionarão apenas como redundância emergencial. A operação também deve ajudar a estabilizar a rede elétrica local, aproveitando a matriz hídrica abundante da região.
A localização foi definida pela proximidade com a Subestação Miramar, que garante fornecimento contínuo de energia, além do potencial futuro de conectividade com cabos submarinos que ligarão Belém a Fortaleza, à Guiana Francesa e aos Estados Unidos.
As obras devem durar de 9 a 12 meses após o licenciamento ambiental, com geração estimada de até 1.000 empregos diretos e indiretos, além de impulsionar o ecossistema local de startups, universidades e empresas de tecnologia com infraestrutura de nuvem de baixa latência.



