Foto: SD Phablo Ruann / Exército Brasileiro
Guardião Cibernético 7.0 reuniu mais de 160 instituições em Brasília e Belém com foco na proteção de infraestruturas críticas para a COP 30
O Exército Brasileiro realizou entre 15 e 19 de setembro o Exercício Guardião Cibernético 7.0 (EGC 7.0), considerado o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul. A operação aconteceu simultaneamente em dois locais estratégicos: na Escola Superior de Defesa, em Brasília, e em Belém, sob coordenação do Comando Militar do Norte, com foco preparatório para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30).
O exercício teve como objetivo principal fortalecer a segurança e a resiliência cibernética das infraestruturas críticas do país. Com a participação de mais de 160 instituições, a atividade promoveu integração entre Forças Armadas, órgãos governamentais, agências reguladoras, instituições parceiras e operadores de setores estratégicos como água, energia e comunicações.
Durante a cerimônia de abertura, o General de Exército Hertz, Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia, ressaltou a relevância da iniciativa para a segurança nacional. Segundo ele, o exercício funcionou como uma ferramenta de integração entre o Ministério da Defesa e empresas, órgãos e entidades que participaram de uma atividade altamente técnica, cada vez mais importante para a segurança de ativos estratégicos.
A criação de um hub específico em Belém representou uma inovação estratégica voltada para a COP 30. O General de Divisão Corrêa Filho, Comandante de Defesa Cibernética (ComDCiber), explicou que a estrutura facilitou a participação de empresas locais que prestam serviços essenciais para o evento internacional, contribuindo para o aumento da maturidade e da resiliência dessas organizações e garantindo a continuidade dos serviços durante a conferência climática.
O Exército Brasileiro é responsável por coordenar e integrar o setor estratégico cibernético na área de Defesa. A programação do EGC 7.0 incluiu palestras sobre a importância da segurança cibernética nas infraestruturas críticas do país, além de simulações práticas que testaram a capacidade de resposta das instituições participantes a diferentes tipos de ameaças no ambiente digital.
O exercício consolidou-se como ferramenta essencial para a proteção de estruturas críticas nacionais e demonstrou a capacidade da Força Terrestre de atuar de forma colaborativa em ambientes interagências, reunindo profissionais preparados para enfrentar ameaças no espaço cibernético. A iniciativa reforçou o posicionamento do Brasil como referência regional em defesa cibernética e preparação para eventos de grande porte.
Com a realização do Guardião Cibernético 7.0, o país avançou na construção de uma arquitetura de segurança digital robusta, capaz de proteger infraestruturas sensíveis e garantir a continuidade de serviços essenciais em cenários de alta complexidade, como conferências internacionais e operações críticas de interesse nacional.
Fonte: Exército Brasileiro



