quarta-feira, 18 de março de 2026
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Hospital Galileu revoluciona reabilitação com realidade virtual no Pará

Pacientes com traumas ortopédicos recuperam autonomia através de tecnologia imersiva que transforma sessões de fisioterapia em experiências lúdicas e eficazes

No Hospital Público Estadual Galileu, localizado na Grande Belém, a tecnologia de realidade virtual está transformando o processo de recuperação de pacientes que enfrentam sequelas de traumas ortopédicos. A inovação tem se mostrado uma aliada poderosa para aqueles que precisam reaprender movimentos básicos e reconquistar a independência perdida após acidentes.

Marisa Santos Avelar, autônoma de 45 anos, é uma das pacientes que experimentou essa nova abordagem terapêutica. Depois de sofrer um acidente doméstico que resultou em cirurgia e meses de imobilização do punho, ela descobriu na realidade virtual um caminho menos doloroso e mais motivador para sua reabilitação. “Parecia que eu estava num buraco negro, perdida no espaço. É bem diferente do atendimento tradicional, mas muito bom. A gente se distrai, engaja mais e até esquece que está sentindo dor”, relata.

O terapeuta ocupacional Helder Fares explica que a tecnologia funciona como um complemento estratégico às técnicas convencionais de reabilitação. Através de simulações virtuais, os pacientes executam atividades funcionais como alcançar, segurar e movimentar objetos em ambientes digitais cuidadosamente planejados. “A tecnologia motiva, engaja e diminui o medo do movimento. Os pacientes percebem resultados rápidos e recebem feedback visual imediato, o que aumenta muito a autoconfiança”, detalha o profissional.

Os exercícios são personalizados conforme a evolução de cada paciente, com níveis de dificuldade ajustáveis que permitem progressão gradual e segura. A equipe médica observa melhorias significativas na amplitude de movimento, coordenação motora e até mesmo na percepção da dor. O aspecto lúdico da ferramenta tem sido fundamental para manter o engajamento dos pacientes ao longo do tratamento.

Para Marisa, os resultados são evidentes no dia a dia. “Depois de alguns atendimentos, percebi que conseguia pegar coisas que antes eu deixava cair. Em casa já faço muita coisa sozinha. Do meu jeito, devagar, mas faço. Antes eu dependia dos outros pra tudo”, comemora. A reconquista da autonomia, segundo ela, é o maior incentivo para continuar o tratamento.

O diretor executivo do hospital, Cledes Silva, enfatiza que a implementação da realidade virtual representa uma evolução no modelo de cuidado centrado no paciente. “A realidade virtual não é apenas inovação; ela representa empatia aplicada ao cuidado. Quando um paciente percebe que pode se movimentar com menos dor, que pode participar de forma ativa da própria recuperação, isso muda tudo”, afirma.

A unidade, gerenciada pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), é especializada em trauma ortopédico e atende pacientes de toda a região metropolitana de Belém. A incorporação de tecnologias como a realidade virtual demonstra o compromisso do Governo do Pará em oferecer tratamentos de ponta e humanizados à população paraense.

Fonte: Agência Pará

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