Iniciativa federal instalará impressoras 3D e kits de robótica em 45 escolas públicas da região, beneficiando 450 alunos com foco em letramento digital e inovação
A educação científica e tecnológica ganha reforço no Pará com a chegada do programa Mais Ciência nas Escolas (PMCE) à região Oeste do estado. Coordenado pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), o projeto vai implementar laboratórios makers equipados com tecnologia de ponta em 45 escolas públicas de oito municípios: Alenquer, Faro, Itaituba, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná e Santarém.
A iniciativa representa um investimento de R$ 4,5 milhões na região paraense e faz parte de um programa nacional que destina R$ 100 milhões para duas mil escolas em todo o país. O recurso, proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), será aplicado na estruturação de ambientes voltados à experimentação e ao desenvolvimento de projetos práticos com tecnologias emergentes.
Cada unidade escolar contemplada receberá um conjunto de equipamentos que inclui quatro notebooks, uma impressora 3D, uma cortadora a laser, um projetor multimídia, kits de robótica educacional e materiais consumíveis como filamentos para impressão tridimensional. Os laboratórios makers funcionarão como espaços de aprendizagem colaborativa, onde estudantes poderão transformar ideias em protótipos e projetos de pesquisa aplicada.
“O laboratório maker tem como objetivo difundir o letramento digital em uma perspectiva crítica e criativa, além de promover a educação científica e tecnológica, estimular a inclusão social e produtiva e despertar o interesse dos estudantes por carreiras científicas e tecnológicas”, explica Roberto Paiva, coordenador institucional do programa na Ufopa.
A professora Cláudia Castro, que atua no apoio à coordenação do projeto, destaca os desafios da implementação em uma região com grande diversidade territorial. “O principal desafio é promover a alfabetização científica e tecnológica de estudantes e professores, estimulando o uso e a criação de tecnologias que contribuam para a inclusão, a divulgação científica e a sustentabilidade”, afirma.
O projeto “Rede Colaborativa de Educação Tecnocientífica, Cultural e Cidadã para a Sustentabilidade na Amazônia Paraense”, desenvolvido pela Ufopa, foi o único selecionado para representar o Pará no programa federal. A proposta adota a metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e será executada em parceria com o Instituto Federal do Pará (IFPA), por meio dos campi de Óbidos, Santarém e Itaituba, além das redes estadual e municipal de ensino.
O programa beneficiará 450 estudantes do ensino fundamental e médio, que receberão bolsas de incentivo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no valor de R$ 200 para alunos do fundamental e R$ 300 para os do ensino médio, durante um ano. Professores, servidores escolares e estudantes universitários envolvidos no projeto também serão contemplados com bolsas de auxílio.
O primeiro laboratório-piloto na região está previsto para entrar em operação em janeiro de 2026, na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Antônio Batista Belo de Carvalho, em Santarém. A unidade já recebeu a primeira impressora 3D financiada pelo programa e servirá como centro de formação para capacitação de professores e estudantes bolsistas.
A fase atual do projeto concentra-se na aquisição dos equipamentos tecnológicos e na realização de encontros presenciais com os estudantes para definição das atividades que serão desenvolvidas nos laboratórios. A proposta prevê o incentivo à aprendizagem investigativa, participação em clubes de ciência, olimpíadas científicas e desenvolvimento de projetos voltados à conservação ambiental e ao uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia.
O programa Mais Ciência nas Escolas é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), desenvolvida em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o CNPq, com o objetivo de fortalecer a educação em tempo integral e promover o desenvolvimento de competências digitais e científicas na educação básica brasileira.
Fonte: Ascom/Ufopa



