Comunidade dedicada a mulheres e pessoas não-binárias na tecnologia é reativada em Belém e convida o setor de TI local para conhecer sua proposta.
Comunidade internacional passa a integrar o cenário tech de Belém
O ecossistema de tecnologia do Pará ganha uma nova frente de atuação com a apresentação do PyLadies Belém, capítulo local da comunidade internacional PyLadies. A iniciativa, recém-reativada, tem como missão fortalecer a presença de mulheres e pessoas não-binárias no setor de tecnologia da região, e passa agora a se posicionar formalmente diante do público tech paraense.
O PyLadies integra o movimento global em torno da linguagem de programação Python e atua oferecendo suporte, acolhimento e oportunidades de desenvolvimento para esse público dentro da área tecnológica. A comunidade nasceu em Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2011, criada por sete mulheres que perceberam a baixa representatividade feminina em eventos de tecnologia. De lá para cá, o movimento se espalhou por diversos países, e o Brasil se tornou referência mundial, concentrando o maior número de capítulos ativos em diferentes regiões do país.
Quem é o PyLadies Belém

Em Belém, a comunidade surgiu em 2016, criada por alunas de universidades paraenses que já enxergavam a necessidade de espaços de apoio para mulheres na tecnologia. O capítulo, no entanto, ficou inativo durante o período da pandemia, interrompendo suas atividades na capital paraense.
A retomada ganhou força durante a Python Norte 2025, evento realizado em Belém que reuniu a comunidade de desenvolvedores da linguagem Python e registrou aumento expressivo da participação feminina — tanto entre o público quanto entre palestrantes e equipe de organização. Esse movimento reacendeu o interesse em reconstruir o PyLadies na cidade e serviu como ponto de partida para sua reapresentação ao ecossistema tech local.
Proposta para o setor de tecnologia paraense
Ao se apresentar novamente para o mercado, o PyLadies Belém convida o ecossistema tech da região a conhecer sua atuação e seus objetivos. A comunidade busca:
- Acolher mulheres e pessoas não-binárias interessadas em tecnologia;
- Formar novas mentoras, tutoras e lideranças técnicas;
- Ampliar a presença feminina em eventos, comunidades e empresas de tecnologia no Pará;
- Criar pontes com outras iniciativas do ecossistema local de inovação.
Por que isso importa para empresas, profissionais e o mercado de TI
A apresentação do PyLadies Belém ao ecossistema local é relevante para o setor de tecnologia como um todo. Comunidades voltadas à diversidade de gênero contribuem diretamente para ampliar o número de profissionais qualificados disponíveis no mercado, fortalecer a cultura de mentoria entre desenvolvedores e tornar o cenário tech mais plural — fatores que impactam positivamente empresas, startups e instituições de ensino da região.
Para o setor de TI paraense, a existência de comunidades ativas como o PyLadies também representa uma oportunidade de aproximação entre empresas, universidades e profissionais, favorecendo parcerias, capacitações e o fortalecimento do ecossistema de inovação no Pará. O movimento acompanha uma tendência já consolidada no Brasil, país que lidera globalmente em número de capítulos PyLadies ativos.



