Foto: Ascom UFPA
Centro de TI da universidade realiza workshop anual com balanço de 2025 e define metas estratégicas para fortalecer conectividade e proteção de dados
O Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC) da Universidade Federal do Pará realizou em 2 de dezembro seu encontro anual de avaliação de resultados e planejamento estratégico. O evento reuniu servidores e bolsistas para apresentar as conquistas tecnológicas alcançadas em 2025 e traçar as diretrizes para o próximo ano.
O diretor Marco Capella destacou os desafios enfrentados pela equipe diante das restrições orçamentárias que impactam a instituição. Segundo ele, a estratégia tem sido articular constantemente com a gestão superior para assegurar investimentos essenciais em infraestrutura, como atualização de roteadores e expansão de servidores. “A TIC deve ser sempre vista como um investimento estratégico para garantir que a UFPA não pare por falta de recursos”, afirmou.
Durante o workshop, as coordenadorias apresentaram um panorama detalhado das atividades desenvolvidas ao longo do ano, com ênfase em três pilares: sistemas de informação, segurança cibernética e expansão da infraestrutura de rede.
Modernização dos sistemas acadêmicos
A Coordenadoria de Sistemas de Informação demonstrou os avanços na gestão do ecossistema SIG-UFPA, que engloba plataformas como SIGAA, SIPAC e SAGITTA. Entre as principais entregas do ano estão a expansão do sistema de atendimento SAGITTA para 48 unidades da universidade, a modernização completa da infraestrutura do SIGAA e a implementação de novos módulos estratégicos, como o de Relações Internacionais.
Um destaque importante foi a adoção da observabilidade nos sistemas, substituindo práticas antigas por diagnósticos baseados em dados. Com a centralização de logs e painéis visuais detalhados, a equipe consegue identificar em tempo real a origem de problemas, desde consultas lentas no banco de dados até erros específicos no código.
Segurança e conectividade em destaque
A área de segurança cibernética recebeu investimentos significativos. Foram implementados novos firewalls de borda, sistemas de gerenciamento de logs e a segmentação da rede institucional, criando barreiras lógicas que impedem a propagação de ameaças entre diferentes setores.
O coordenador Cleber Souza explicou que a renovação de hardware incluiu novos roteadores sem fio e switches de rede, além da substituição dos equipamentos centrais que formam a espinha dorsal da rede. O projeto “Orla Conectada” ampliou a cobertura de internet sem fio para novas áreas do campus.
Nos campi fora de sede, houve avanços expressivos na velocidade de conexão. Enquanto o campus de Cametá recebeu upgrade para 200 Mbps, os campi de Abaetetuba, Bragança, Salinópolis e Tucuruí passaram a operar com 1 Gbps, multiplicando a capacidade de transferência de dados.
O Data Center institucional passou por melhorias estruturais importantes. A segmentação de rede criou domínios isolados para o sistema acadêmico, o provedor de internet e a infraestrutura do portal, minimizando riscos de propagação de ameaças. Foram instalados dois novos servidores de alta capacidade, e os sistemas da biblioteca e da editora foram migrados para o ambiente centralizado, garantindo maior segurança e disponibilidade.
Em 2025, a área de governança concentrou esforços na formalização de políticas institucionais. Foram aprovadas as minutas das Políticas de Governança de TIC e de Segurança da Informação, além do Plano de Expansão e Atualização dos Recursos de TIC, documento que orienta os investimentos tecnológicos para os próximos anos.
Ações de capacitação em segurança da informação foram realizadas durante o acolhimento de novos servidores e em parcerias com outras pró-reitorias, reforçando a cultura de proteção de dados na comunidade universitária.
Metas para 2026
Para o próximo ano, o CTIC estabeleceu metas focadas em segurança cibernética, resiliência de dados e inovação. Entre os objetivos estão a implementação de autenticação multifator, automação na gestão de patches e logs, modernização de sistemas internos, desenvolvimento de aplicativo móvel do SIGAA para estudantes e adoção de tecnologias emergentes como chatbots e inteligência artificial.
A realização do workshop anual consolida-se como ferramenta estratégica de governança, permitindo avaliar resultados, identificar melhorias e alinhar toda a equipe aos objetivos institucionais. O evento destaca a evolução tecnológica da universidade, que passou da era da internet discada para a realidade de conectividade de múltiplos gigabits, sustentando atividades de ensino e pesquisa em toda a região amazônica.
Fonte: Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação – UFPA



